E o que é esse tal de destino?

Finalmente, férias!

 

E então chegou o tão sonhado momento de folga. Toda a família, que já tinha organizado e planejado com muita antecedência a viagem de verão, entrou no carro e partiu em direção ao seu refúgio.

 

Pai, mãe e filha chegaram ao local que seria destinado ao descanso e lazer da família pelas semanas seguintes.

 

Até que lá pelas tantas a filha do casal pergunta para a mãe: “ Mãe, o que é Destino? ”. A mãe, para, respira, faz um momento de silêncio e inicia a sua longa e filosófica narrativa acerca do “Destino”.

 

O pai, que estava a escutar silenciosamente toda aquela conversa entre mãe e filha, interrompe a explicação da mãe e pergunta para a filha: ”Filha, qual é a frase?”

 

E a filha prontamente responde ao pai: “Você chegou ao seu destino!”

 

Imagem Pixabay

 

E esse é o cenário cotidiano de uma conversa familiar, aonde a mãe trouxe a sua perspectiva de vida acerca da palavra “Destino”, ao invés de perceber que a sua filha estava se referindo apenas a uma frase que escutou no aplicativo de navegação e trânsito para celulares que estava sendo utilizado pela família durante a viagem.

 

Este é um hábito que repetimos diariamente e que podemos trabalhar para fazer diferente.

 

A presunção dificulta que se enxergue o ponto de vista dos demais.

 

É importante conhecer o ponto de vista do próximo, pois entendendo como o outro lado enxerga determinada questão é que se abre uma janela para a sua solução.

 

E através de perguntas conseguimos compreender o raciocínio dele e assim ter uma maior clareza das questões.

 

Então, se ao invés de pressupor, tentarmos realmente enxergar as percepções do outro, através de perguntas abertas que permitam que este expresse o que aquilo significa para ele, a nossa chance de ter entendimentos mais claros, conversas mais completas e um relacionamento melhor, se intensifica muito.

 

Devemos tentar não pressupor nada, pois existem diferenças entre o raciocínio de um e o de outro, mesmo quando se trata de relações tão próximas como a entre pais e filhos.

 

Não é fácil. É um trabalho diário. Mas fica o convite à prática deste cuidado, que só tem a nos beneficiar, em todos os níveis e tipos de relações.

 

Ahhh, e essa mãe da história acima, se diverte muito até hoje contando este episódio para todos como um grande aprendizado que leva para a vida.

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© 2017 por Ana Kucera