Comunicando-se ...

 

Há cerca de dois anos atrás conheci a Comunicação Não Verbal e me fascinei com o tema.

 

Quando pensamos em Comunicação, logo nos vem à cabeça a fala. Mas é certo que a Comunicação engloba, além da fala propriamente dita, sinais, sons, aparência e linguagem corporal.

 

Assistindo a um TED Talk da Amy Cuddy, que é uma psicóloga social americana, esta chega a falar em uma forma gratuita de melhorar a vida.

 

E realmente percebi que esta poderia ser mais uma ferramenta a utilizar na minha vida profissional e pessoal.

 

Há uma outra personalidade americana chamada Jo Ellan Dimitrius, que é uma consultora de júri que já participou de vários julgamentos de grande repercussão, a qual afirma que ao observar conscientemente as pessoas, conseguimos enxergar detalhes reveladores e assim, melhor compreendê-las e por consequência, melhor ajudá-las.

 

Numa sessão de mediação, por exemplo, compreendendo melhor os sentimentos dos mediandos podemos, como mediadores, melhor auxiliá-los na facilitação dessa comunicação e no entendimento de seus reais interesses, ou ainda, numa mesa de negociação, melhor perceber a diferença entre o discurso falado e o transmitido pelo corpo.

 

Além disso, certo é que existem alguns comportamentos que são difíceis de controlar, como bater o pé nervoso, ficar com o rosto vermelho de vergonha, mas a forma de se vestir, o uso de adereços e outros, podem ser trabalhados.

 

A Comunicação Não Verbal pode ser utilizada estrategicamente para controlar a mensagem que se quer passar.

 

Muito interessante também foi descobrir que, estudos indicam que as pessoas formam até 90% da sua opinião sobre as outras nos primeiros 4 minutos de conversa e que, 60 a 80% do impacto causado é não verbal.

 

Mas é claro que este não é um trabalho fácil, ele exige muita dedicação, estudo e prática.

 

Desde que comecei a estudar o tema, adquiri a mania de examinar as pessoas: seja no trabalho, no metrô, no elevador e até mesmo dentro da minha casa.

 

Mas percebo que até hoje, quando se trata de questões pessoais, não deixo de cair em pegadinhas clássicas listadas pela Jo Ellan como pontos que nos afastam da objetividade e atrapalham a nossa observação, como por exemplo: fechar os olhos para coisas que são desconfortáveis e perturbadoras; ou congelar diante do medo; dentre várias outras características típicas do ser humano.

 

Isso porque, como ensina a referida consultora, as emoções nos cegam para a realidade e atrapalham a nossa racionalidade. Por isso que quando o problema se refere a questões pessoais, tudo se torna mais difícil.

 

E ainda, em tempos atuais, já se estão alertando para o cuidado que se tem que ter com a comunicação online e a utilização dos emoticons enviados, os quais segundo a Amy Cuddy, podem impactar diretamente no sucesso ou não de uma negociação online.

 

Assim, é necessário entender a comunicação como algo que vai muito além da fala propriamente dita, sermos observadores mais cuidadosos dos outros ao nosso redor, estar mais atentos com o modo como nos apresentamos e com a comunicação realizada de forma online.

 

E principalmente, saber que existe um mundo para ser estudado e ser utilizado em nosso favor no campo da comunicação.

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© 2017 por Ana Kucera