Feliz tempo novo

01/09/2018

2018. Fim de um ciclo, início de outro. Tempo, tempo, tempo,  tempo.


Sempre fui uma pessoa ansiosa. Comecei a lidar com o tempo de forma mais tranquila com o nascimento da minha filha. Passei um ano me dedicando quase que exclusivamente a ela. Lá do fundo da minha cabeça, de dentro de alguma gaveta fechada, vinha o pensamento “mas Ana, você está dizendo ‘não’ pra oportunidades profissionais, você vai ficar pra trás...” E eu aprendendo a viver o presente. A dizer "não venha" para uma visita querida porque naquela tarde minha filha não parava de chorar. A pular compromissos sociais porque era hora da soneca. A correr atrás de um pombo no caminho para o mercado e daí esbarrar na vizinha, e daí por que não acompanhá-la ao parquinho, e nisso se foi a tarde e o mercado vai ter que ficar pro dia seguinte... O presente sempre pode nos surpreender. 

 

 

Cada um tem seu tempo. Reconhecer e respeitar nosso próprio tempo e o tempo do outro demanda sensibilidade. Demanda disponibilidade. Quando atendo casais em processo de divórcio isso fica tão claro. O descompasso de sentimentos se reflete no descompasso de tempos. O marido amadureceu a ideia do divórcio por meses ou anos até tomar a decisão definitiva e comunicar a mulher. Ela achava que a relação apenas passava por uma fase ruim e foi pega de surpresa pela decisão da separação. Ele não entende como ela pode ter tanta  dificuldade de simplesmente partilhar o patrimônio do casal sem se que cada encontro de transforme num sem fim de acusações de alta voltagem emocional. Ela não entende que para ele já é tempo de se apaixonar de novo. Tempo, tempo, tempo, tempo.

 

 

Meu desafio para 2018 é conectar-me cada vez mais profundamente com meu tempo. É nele que acontecem meus processos internos. Como mediadora, sei a importância dos intervalos, de deixar marinar uma decisão. De deixar-me surpreender pelo presente em todos os momentos.

 

Deixo vocês com The Byrds:

 

Um tempo para nascer, um tempo para morrer

Um tempo para plantar, um tempo para colher

Um tempo para matar, um tempo para curar

Um tempo para rir, tempo de chorar

 

Feliz tempo novo.

 

https://www.youtube.com/watch?v=T51nmyCODHQ

 

 

 

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© 2017 por Ana Kucera